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Como fazer um recibo, passo a passo

Um recibo é um registro curto que diz quem pagou, quem recebeu, por quê, quanto e quando. Todo o resto é enfeite. Depois que a ordem dessas cinco informações entra na cabeça, escrever um leva cerca de um minuto — e a estrutura é a mesma quer você esteja entregando um café, quer esteja recebendo por um logotipo.

O cabeçalho: quem está emitindo

O topo do recibo identifica quem vendeu. Primeiro o nome da empresa ou nome fantasia, depois o dado de contato que realmente serve a quem está com o papel na mão: um endereço para uma loja, um site para quem vende on-line, um telefone para um prestador. Se você tem inscrição, o CNPJ ou CPF costuma vir aqui também. Duas ou três linhas bastam: o cabeçalho existe para que possam te achar de novo, não para contar sua história.

O corpo: itens, quantidades e valores

Abaixo de uma linha, detalhe o que foi realmente comprado. Cada item leva uma descrição, uma quantidade quando ela importa e um preço. Resista a abreviar para algo que só você entende: «consultoria, 2 h» é melhor que «cons. x2». Embaixo vem a aritmética, e ela precisa ser lida de cima para baixo — subtotal, depois o imposto em linha própria com a alíquota escrita, depois o total no maior corpo da página. Se houve desconto, ele fica acima do subtotal, nunca escondido dentro do preço de um item.

O rodapé: prova, referência e agradecimento

O último bloco transforma a lista em registro: data e hora, um número único e a forma de pagamento — dinheiro, cartão, transferência, Pix, e os quatro últimos dígitos se foi cartão. Dê a cada recibo o seu próprio número, nem que seja a data mais um contador: é esse número que você vai procurar seis meses depois, quando alguém pedir uma cópia. Uma linha curta de agradecimento no fim não custa nada e é a única parte que alguém relê.

O BNJ Receipt gera documentos para arquivo, mockups e trabalho de design. Não é documento fiscal nem software de contabilidade. O que você entregar a um cliente real precisa seguir as regras do seu país — converse com seu contador.

Perguntas frequentes

Recibo escrito à mão vale?

Vale. Em lugar nenhum se exige que um recibo seja impresso, apenas que traga as informações necessárias e seja legível. Uma anotação à mão com vendedor, data, itens, total e forma de pagamento é um registro válido. O argumento prático a favor da impressão: ela não borra, não é contestada como letra falsificada e pode ser duplicada de forma idêntica.

Qual a diferença entre recibo e comprovante de pagamento?

O recibo é emitido por quem vendeu e descreve o que foi vendido. O comprovante — extrato, canhoto do cartão, print do Pix — vem do meio de pagamento e mostra apenas que o dinheiro se moveu. A maioria dos contadores quer os dois: o recibo diz o que você comprou, o comprovante diz que você pagou.

Posso emitir um recibo depois da venda?

Pode, e é comum. Coloque a data real da operação, não a do dia em que você escreveu, e indique que é uma segunda via se o cliente já tinha uma. Dois recibos idênticos com o mesmo número circulando é o caminho clássico para uma despesa ser lançada duas vezes.

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